Muita gente criticou, disse que ela foi exagerada, caricata e que não precisava de tanto. Pois eu digo que precisava SIM. Dela, a gente sempre precisa de mais... e mais!!!
Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Show da Rainha
Dia 29 tem show da Carmélia, na Sala Funarte. Quem estiver no Rio de Janeiro, tenta dar uma conferida. Os ingressos são a preços populares.
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
A mão do destino
Algumas situações profissionais, nos últimos tempos, me fizeram parar e compreender um pouco o que significa uma pessoa dizer que a vida foi seguindo caminhos não planejados e os sonhos foram ficando para trás. A cada vez que eu parava e refletia com um pouco de profundidade sobre isso, era inevitável: chorava copiosamente.
No entanto, me surpreendi comigo mesma. Busquei uma coragem não sei de onde e falei pra quem precisava ouvir, tudo o que eu estava sentido. Me libertei.
Não sei se isso vai me ajudar ou me prejudicar, mas acredito que nós, jovens, ainda podemos nos dar ao luxo de levarmos alguns tombos.
Talvez algum dia eu me arrependa de abrir mão de certas coisas só porque meu coração mandou. Mas ainda tenho o velho defeito de acreditar que eu posso, sim, escrever o meu destino.
No entanto, me surpreendi comigo mesma. Busquei uma coragem não sei de onde e falei pra quem precisava ouvir, tudo o que eu estava sentido. Me libertei.
Não sei se isso vai me ajudar ou me prejudicar, mas acredito que nós, jovens, ainda podemos nos dar ao luxo de levarmos alguns tombos.
Talvez algum dia eu me arrependa de abrir mão de certas coisas só porque meu coração mandou. Mas ainda tenho o velho defeito de acreditar que eu posso, sim, escrever o meu destino.
Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
Toda nudez será castigada, Nelson Rodrigues
HERCULANO (grave) - Uma pergunta. Você gosta de mim? Gostou de mim?
GENI (atônita) - Que palpite é esse?
HERCULANO - Geni, não é palpite. Quer responder?
GENI - Sujeito burro! (Mudando de tom trinca os dentes). Só de olhar você - e quando você aparece basta a sua presença - eu fico molhadinha!
HERCULANO (realmente chocado) - Oh, Geni! Por que é que você é tão direta, meu bem?
GENI (desesperada de desejo) - Vocês homens são bobos! Está pensando o que da mulher? A mulher pode ser séria, seja lá o que for. Mas tem sua tara por alguém. (Muda de tom) Olha as minhas mãos como estão geladas. Segura, vê. (Ofegante) Geladas!
HERCULANO (amargurado) - Amor não é isso!
GENI (furiosa) - Me diz então o que é o amor?
HERCULANO - Certas coisas, a mulher não diz, não deve dizer. Pode insinuar. Insinuar. Mas não deve dizer. Delicadeza é tudo na mulher.
GENI (na sua cólera contida) - Hoje tudo que é mulher diz puta que o pariu. Ah, de vez em quando, você me dá vontade, nem sei. Vontade de te quebrar a cara, palavra de honra. Desconfio que você gosta de apanhar. Há homens que gostam.
GENI (atônita) - Que palpite é esse?
HERCULANO - Geni, não é palpite. Quer responder?
GENI - Sujeito burro! (Mudando de tom trinca os dentes). Só de olhar você - e quando você aparece basta a sua presença - eu fico molhadinha!
HERCULANO (realmente chocado) - Oh, Geni! Por que é que você é tão direta, meu bem?
GENI (desesperada de desejo) - Vocês homens são bobos! Está pensando o que da mulher? A mulher pode ser séria, seja lá o que for. Mas tem sua tara por alguém. (Muda de tom) Olha as minhas mãos como estão geladas. Segura, vê. (Ofegante) Geladas!
HERCULANO (amargurado) - Amor não é isso!
GENI (furiosa) - Me diz então o que é o amor?
HERCULANO - Certas coisas, a mulher não diz, não deve dizer. Pode insinuar. Insinuar. Mas não deve dizer. Delicadeza é tudo na mulher.
GENI (na sua cólera contida) - Hoje tudo que é mulher diz puta que o pariu. Ah, de vez em quando, você me dá vontade, nem sei. Vontade de te quebrar a cara, palavra de honra. Desconfio que você gosta de apanhar. Há homens que gostam.
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Só numa multidão de amores
“Todos acham que eu falo demais
E que eu ando bebendo demais
Que essa vida agitada
Não serve pra nada
Andar por aí
Bar em bar, bar em bar
(…)
Ninguém sabe é que isso acontece porque
Vou passar toda a vida esquecendo você
(…)
E é por isso que eu falo demais
É por isso que eu bebo demais
E a razão porque vivo essa vida
Agitada demais
É porque meu amor por você é imenso demais”
E que eu ando bebendo demais
Que essa vida agitada
Não serve pra nada
Andar por aí
Bar em bar, bar em bar
(…)
Ninguém sabe é que isso acontece porque
Vou passar toda a vida esquecendo você
(…)
E é por isso que eu falo demais
É por isso que eu bebo demais
E a razão porque vivo essa vida
Agitada demais
É porque meu amor por você é imenso demais”
A realidade que se confundia com o mito. A oposição que transgredia em explosão. Maysa Figueira Monjardim. Maysa Matarazzo. Maysa. Maysa. Maysa.
Sempre me perguntaram se meu nome foi em homenagem a ela. Não, não foi. Sem querer menosprezar, acho que minha mãe, no máximo, sabe que Maysa foi uma cantora. Uma cantora. Mas, não, Maysa foi ‘a cantora’. Se, infelizmente, não fui inspirada nela — tanto que meu nome não é com “y” — por outro lado, tive a sorte de ser apresentada à sua obra e me apaixonar perdidamente. Não foi uma paixão à primeira vista. Talvez porque todos viam como uma coisa lógica eu gostar de Maysa. Relutei, tentei ser do contra, inventei implicâncias, defeitos, mas não deu. Um dia simplesmente percebi que ela havia me vencido e há muito já tinha me conquistado.
Meu amigo, o jornalista Eustáquio Trindade, que chegou a entrevistá-la, contou-me que Maysa era a elegância em pessoa. Aqueles enormes olhos verdes davam um poder a ela, que era capaz de deixar qualquer um a seus pés. E tinha os vícios. Além do cigarro, que era segurado pelos magistrais dedos longos, tinha a bebida. Durante a conversa, Maysa só tomou vinho do Porto. E o vinho era dela. Só dela. Quem quisesse, que pedisse outra garrafa. Ah, e claro, para entrevistá-la, nada de água ou refrigerante, era obrigação instituída por ela que, no mínimo, o repórter tomasse uma cerveja.
Quanto aos amores, ela foi intensa. Até porque, essa é uma palavra que a definiria bem. Talento intenso, beleza intensa, coragem intensa… fatalidade intensa. Maysa Matarazzo morreu no dia 22 de janeiro, de 1977, num acidente de carro, na ponte Rio-Niterói. Uma carreira que se encerrou cedo. O brilho de uma estrela que se apagou rápido demais. Mas a gente continua a lembrar. Maysa. Maysa. Maysa.
“Eu só queria morrer de muito amor…”
*Este texto foi originalmente postado no 25 centavo
Sábado, 28 de Março de 2009
Inveja em dose dupla
Sexta-feira, 27 de Março de 2009
Texto para nossa separação
Vamos acertar nossas contas
E acabar de vez com esse roteiro mal escrito
Insuportavelmente chata essa idéia de compartilhar
Vamos confessar nossa falta de afeto mútua
Pegar os retalhos que estavam juntos para que fosse feita a colcha
E picá-los ainda mais
Deliciosa tentativa de indiferença
Vamos debochar dos nossos gozos e risos
Deixar que todos percebam tamanha hipocrisia
Assim fica mais fácil
Sem explicações e falsas aparências
Mas, escuta aqui
Sem olhares com dose de piedade
Vamos guardar as lamúrias para nunca mais
Me paga uma bebida? Tim-tim.
E acabar de vez com esse roteiro mal escrito
Insuportavelmente chata essa idéia de compartilhar
Vamos confessar nossa falta de afeto mútua
Pegar os retalhos que estavam juntos para que fosse feita a colcha
E picá-los ainda mais
Deliciosa tentativa de indiferença
Vamos debochar dos nossos gozos e risos
Deixar que todos percebam tamanha hipocrisia
Assim fica mais fácil
Sem explicações e falsas aparências
Mas, escuta aqui
Sem olhares com dose de piedade
Vamos guardar as lamúrias para nunca mais
Me paga uma bebida? Tim-tim.
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Voltando pelo caminho da arte
De volta ao mundo virtual.
Primeiramente, dois esclarecimentos:
- Não, esse não é outro blog, nem mudou de nome. Sempre me perguntavam o motivo de o domínio ser “leiamaisa” e o título ser “Tanta Coisa”. Não tinha motivo. Mas resolvi acabar com a complexidade da coisa e eliminar o título. Tão melhor sem nenhum rótulo.
- E eu sei que o outro layout era muito mais bonito. Mas é que fui mudar pra fazer uns testes e só depois vi que não tinha o antigo salvo aqui no computador. Logo...
Indo ao que interessa, desde que li o texto do monólogo final da peça Master Class, de Terence McNally, estrelada por Marília Pêra, em 1996, uma parte dele me marcou e ficou gravada na minha mente. Gostaria de compartilhá-la aqui:
"Se pareci dura, é porque sempre fui dura comigo mesma. Não sou muito boa com palavras, mas tentei chegar até vocês. Comunicar algo do que sinto sobre o que fazemos como artistas, como músicos, como seres humanos.
O sol não vai despencar das alturas se não houver mais traviatas. O mundo pode e vai continuar sem nós. Mas eu preciso acreditar que nós o tornamos um lugar melhor, que nós o deixamos mais rico e mais sábio por ter escolhido o caminho da arte."
É isso.

Primeiramente, dois esclarecimentos:
- Não, esse não é outro blog, nem mudou de nome. Sempre me perguntavam o motivo de o domínio ser “leiamaisa” e o título ser “Tanta Coisa”. Não tinha motivo. Mas resolvi acabar com a complexidade da coisa e eliminar o título. Tão melhor sem nenhum rótulo.
- E eu sei que o outro layout era muito mais bonito. Mas é que fui mudar pra fazer uns testes e só depois vi que não tinha o antigo salvo aqui no computador. Logo...
Indo ao que interessa, desde que li o texto do monólogo final da peça Master Class, de Terence McNally, estrelada por Marília Pêra, em 1996, uma parte dele me marcou e ficou gravada na minha mente. Gostaria de compartilhá-la aqui:
"Se pareci dura, é porque sempre fui dura comigo mesma. Não sou muito boa com palavras, mas tentei chegar até vocês. Comunicar algo do que sinto sobre o que fazemos como artistas, como músicos, como seres humanos.
O sol não vai despencar das alturas se não houver mais traviatas. O mundo pode e vai continuar sem nós. Mas eu preciso acreditar que nós o tornamos um lugar melhor, que nós o deixamos mais rico e mais sábio por ter escolhido o caminho da arte."
É isso.

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
O enterro
Rapaz que vai ter a identificação preservada:
Sexta-feira eu cheguei quase chorando em casa porque dentro do ônibus eu vim pensando na minha morte. Tipo, se eu estivesse ali naquele ônibus mesmo e começasse um tiroteio entre polícia e bandidos e uma bala perdida me atingisse. Tá, minha família ia ser a primeira a saber, normal. Mas tipo...por exemplo, quando a notícia chegaria pra você? Só no dia seguinte. Talvez até depois do enterro, né?
Eu:
E eu ia rir muito
...:
Ah, mas eu ia querer você no meu enterro
Eu:
Tá louco??? Eu não iria meeeeesmo
...:
Que horror! Tinha que ir. Eu iria no seu se fosse aqui. Se fosse em Guiricema, não. Jura que você não iria ao meu enterro? Meu Deus...
Eu:
Mas pra que eu iria?? Pra encontrar só mais gente que eu não gosto?
...:
Que horror! Você ia ficar arrependida e ia ficar levando flores por anos, escondida
Eu:
Minha cara fazer isso
...:
Mas tinha que morrer de uma forma bem do nada, tipo bala perdida mesmo, pra todo mundo ficar chocado e ainda fazer caminhada pela paz com minha camiseta, e o Super cobrir
Eu:
Credo, quer morrer, morra com classe!
...:
Gente, mas eu queria você no meu enterro. Que decepção. E você não vai rir, sei que não vai
Eu:
Rir pode até ser que não, mas chorar também não vou
...:
Nossa, claro que vai. Vai chorar muito. Eu ia ficar desesperado se você morresse. Como assim que você não ia chorar? Ia receber a notícia e falar "Ah tá!"?
Eu:
Ia falar: "Gente, coitado!"
...:
Nossa, que absurdo! Credo Maísa, que decepção!
Eu:
Uai, é a vida
Sexta-feira eu cheguei quase chorando em casa porque dentro do ônibus eu vim pensando na minha morte. Tipo, se eu estivesse ali naquele ônibus mesmo e começasse um tiroteio entre polícia e bandidos e uma bala perdida me atingisse. Tá, minha família ia ser a primeira a saber, normal. Mas tipo...por exemplo, quando a notícia chegaria pra você? Só no dia seguinte. Talvez até depois do enterro, né?
Eu:
E eu ia rir muito
...:
Ah, mas eu ia querer você no meu enterro
Eu:
Tá louco??? Eu não iria meeeeesmo
...:
Que horror! Tinha que ir. Eu iria no seu se fosse aqui. Se fosse em Guiricema, não. Jura que você não iria ao meu enterro? Meu Deus...
Eu:
Mas pra que eu iria?? Pra encontrar só mais gente que eu não gosto?
...:
Que horror! Você ia ficar arrependida e ia ficar levando flores por anos, escondida
Eu:
Minha cara fazer isso
...:
Mas tinha que morrer de uma forma bem do nada, tipo bala perdida mesmo, pra todo mundo ficar chocado e ainda fazer caminhada pela paz com minha camiseta, e o Super cobrir
Eu:
Credo, quer morrer, morra com classe!
...:
Gente, mas eu queria você no meu enterro. Que decepção. E você não vai rir, sei que não vai
Eu:
Rir pode até ser que não, mas chorar também não vou
...:
Nossa, claro que vai. Vai chorar muito. Eu ia ficar desesperado se você morresse. Como assim que você não ia chorar? Ia receber a notícia e falar "Ah tá!"?
Eu:
Ia falar: "Gente, coitado!"
...:
Nossa, que absurdo! Credo Maísa, que decepção!
Eu:
Uai, é a vida
Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Alguma coisa aconteceu?
Hoje senti muita falta do “Tanta Coisa”. Saudade de ler o que deixei guardado, querendo e não querendo lembrar. É engraçado pensar que muito do que tem por aqui eu já vivi, já senti. Uma parcela é invenção, sem dúvida. Mas confesso: aquele meu discurso de que todos os meus devaneios eram pura ficção, pode cair por terra. Apenas uma vírgula inventada a cada desabafo doído, calado e, principalmente, solitário.
Não consigo me decidir e afirmar se alguma coisa mudou, se agora eu posso ou quero colocar a cara a tapa e compartilhar minha vida de forma mais escancarada com o mundo. Melhor ir devagar. É muito fácil se decepcionar, se arrepender, querer voltar atrás. Sim, claro, a dificuldade em confiar permanece intacta.
E o amor? Será que algo mudou no amor? O tema, antes recorrente por aqui, agora foge apressado de mim. Eu grito, peço para ficar, e ele me explica que precisa ir embora. Talvez não formemos a mais perfeita das duplas, é verdade. Mas o clichê é verdadeiro: a perfeição é tão chata, tão desinteressante, tão medíocre. Preciso, um dia, falar sobre isso ao amor.
Pode ser que eu volte logo aqui, mas sem promessas. Hoje vim apenas para sentir. Sentir e ter a certeza de que tudo continua no mesmo lugar, sempre, exatamente como eu deixei.
Não consigo me decidir e afirmar se alguma coisa mudou, se agora eu posso ou quero colocar a cara a tapa e compartilhar minha vida de forma mais escancarada com o mundo. Melhor ir devagar. É muito fácil se decepcionar, se arrepender, querer voltar atrás. Sim, claro, a dificuldade em confiar permanece intacta.
E o amor? Será que algo mudou no amor? O tema, antes recorrente por aqui, agora foge apressado de mim. Eu grito, peço para ficar, e ele me explica que precisa ir embora. Talvez não formemos a mais perfeita das duplas, é verdade. Mas o clichê é verdadeiro: a perfeição é tão chata, tão desinteressante, tão medíocre. Preciso, um dia, falar sobre isso ao amor.
Pode ser que eu volte logo aqui, mas sem promessas. Hoje vim apenas para sentir. Sentir e ter a certeza de que tudo continua no mesmo lugar, sempre, exatamente como eu deixei.
Assinar:
Postagens (Atom)

