quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Encontros: Negro Gato

Estava me lembrando do dia em que conheci Getúlio Côrtes, o Negro Gato. Era um evento do Ecad - Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - no qual vários artistas, a maioria compositores, estavam presentes. De repente, aquele senhor aparentemente tímido se aproximou, pediu para se sentar à mesa em que eu estava e começamos a conversar. Na verdade, mais ouvi do que falei. Ele contando com uma felicidade que transbordava sobre uma homenagem que havia recebido no dia anterior no Teatro Rival, falando de fatos da carreira e relembrando algumas histórias. Quando nos despedimos, eu só tinha a agradecer por tudo o que ele conseguiu me transmitir naquela conversa. E, mais uma vez, ficou a certeza de que nada nessa vida é por acaso.


Quem é Getúlio Côrtes

Começou as suas atividades artísticas dublando astros norte-americanos como Frank Sinatra, Sammy Davis Jr., Louis Armstrong, entre outros. No início da década de 1960 passou a atuar como violonista amador nas rádios Mayrink Veiga, Tupi e Mundial. Nessa época formou com o vocalista Pedro Paulo e Jocelin Braga o conjunto Wonderful Boys. Em 1961, conheceu Roberto e Erasmo Carlos num programa de rádio, logo se enturmando com o pessoal da Jovem Guarda. Tornou-se assistente de produção do Renato e Seus Blue Caps e firmou-se como um dos compositores favoritos de Roberto Carlos no início de carreira.

Seu primeiro e maior sucesso como compositor foi "Negro gato", versão da música Three cool cats, da dupla Leiber/Stoler, que foi um hit americano dos Coasters. A canção foi gravada por Renato e Seus Blue Caps em 1963 e por Roberto Carlos três anos depois. É também a sua música mais gravada, merecendo versões de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Luís Melodia, entre outros. Getúlio é irmão do cantor Gerson King Combo.

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