A primeira vez que estive com Carminha Mascarenhas foi na casa da Carmélia (Alves). O grupo Cantoras do Rádio viajaria para São Paulo para a gravação do programa Ensaio, do Fernando Faro, e eu iria acompanhá-las. Já nesse primeiro contato, em agosto de 2009, Carminha conseguiu mostrar o quanto era uma mulher culta, educada e cheia de boas histórias. Desde então, foram várias as ocasiões em que pude sentar e ficar ouvindo relatos de sua carreira. Ela sempre com um cigarro na mão. Dizia que, já que iria morrer mesmo, não abandonaria o vício.
Na última vez que estive com Carminha, no Retiro dos Artistas, ela já bastante debilitada, me impressionou pela lucidez. Estava atualizada sobre todas as notícias do momento e expôs sua opinião sobre cada fato. Me aconselhou, como sempre fazia, a me divertir mais, namorar mais, aproveitar mais a vida. Não tive tempo de dizer a ela que estou tentando seguir o conselho e que "Samba da Madrugada" tem feito muito sentido na minha vida. Essa música foi composta por Caminha e Dora Lopes para Maysa Matarazzo. Um dia me disseram que ninguém se chama Maísa impunemente. Deve ser verdade. Peguei "Samba da Madrugada" pra mim também. Vou cantar sempre e, assim como ela dedicou a Maysa, agora dedicarei a ela, Cármina Allegretti, a nossa Carminha.
“Eu não sou culpada
De gostar de viver e beber na madrugada”
(SAMBA DA MADRUGADA. Carminha Mascarenhas e Dora Lopes)
De gostar de viver e beber na madrugada”
(SAMBA DA MADRUGADA. Carminha Mascarenhas e Dora Lopes)

0 comentários:
Postar um comentário